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quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Espaço "fanfic": Fanfic da Dri - Parte IV

Capitulo 6
Depois do banho, quarto da Inês:
Andreia – Veste esta roupa da Inês!
Adriana – Obrigada por isto, Andreia!

Andreia – Não tens de agradecer, é para isto que as amigas servem! Eu vou descer para te acabares de arranjar. Vê se te acalmas mais um bocadinho e depois desce ok?
Adriana – Sim! Obrigada!

Adriana veste as calças de ganga escura, uma camisola vermelha e uns botins de salto e começa a olhar em seu redor. O quarto era muito bonito, a decoração tinha tons claros e estar naquele espaço conferia-lhe paz.

Adriana repara então numa foto na mesa-de-cabeceira, agarra-a. Era uma foto de Inês e Rúben, ela agarrou-a e fitou-a durante vários segundos. Eles estavam abraçados e com sorrisos enormes, parecia uma daquelas fotos dos amores dos livros, das revistas ou dos filmes.

Adriana sentia inveja do que eles tinham… Não era inveja de lhes desejar mal ou querer que se separassem porque ela adorava o seu melhor amigo e sabia que o seu lugar era do lado da Inês, era inveja de ela não ter o mesmo que eles.

Não ter uma relação seria, alguém que amasse de verdade e que fosse capaz de o admitir. Abandonou esses pensamentos, pousou a foto e desceu as escadas até chegar perto deles na sala.

Inês – Então? Sentes-te melhor?
Adriana – Sim… Obrigada por tudo!

Rúben – Não tens de agradecer… É para isto que os amigos servem…
Adriana – Eu tenho de ir para casa, vou chamar um táxi.

Rúben – Nada disso! Primeiro come qualquer coisa, fica connosco e depois eu levo-te a casa…
Adriana – Não sei… (Rúben olhou para ela com uns olhos a implorar e ela fitou David que a olhava expectante) Ok, também hoje estou mesmo sozinha em casa por isso… Ia morrer de tédio! (sorri)

Jantaram com calma, com muita conversa à mistura e risadas. Agora uns jogavam jogos na sala e outros conversavam amenamente.

Adriana sentia-se completamente desintegrada e não conseguia deixar de pensar em tudo o que se tinha passado naquela noite. A verdade é que ela se julgava condenada à solidão e pensava que jamais teria alguém que a amasse por aquilo que era, sem contrapartidas, sem mentiras.

Adriana abre o frigorífico e serve-se de um copo de água gelada. Não serviu apenas para lhe matar a sede mas para lhe limpar a alma e lavar-lhe todos aqueles pensamentos. Senta-se na bancada da ilha no meio da cozinha e aproveita a vista sobre Lisboa que se via da janela da cozinha.
Cada luz perfeita que delineava as colinas lá ao fundo, num céu negro, cada pormenor analisado delicadamente pelo seu olhar atento que Adriana acompanha com um último gole de água.

David – Ah então era aqui que cê tava!
Adriana – Parece que sim! (olhando por cima do ombro para a porta onde David entrara)

David – Cê não quer ir jogar pictionary com a gente?
Adriana – Não estou com muita vontade…

David – Mas pelo menos vem pró pé da gente…
Adriana – Não me apetece ir para o meio da confusão…

David – Ah mas eu não vou deixar você aqui sozinha não!
Adriana – Hum… (resmunga)

David – Eu vou ficar aqui com você!

David permanece em pé em frente a Adriana, mas nem estando sentada na bancada da ilha da cozinha faz com que seja mais alta que David.

Adriana – Não é justo! Vai-te divertir!
David – O que não é justo é cê ficar aqui enquanto está todo o mundo se divertindo e jogando na sala. Se você não vem eu fico!

Adriana – Então fica! Porque eu não vou! Não me apetece estar no meio de confusões. Preciso de paz… Para pensar…
David – Posso fazer-te uma pergunta? Senão te importares claro!
Adriana – Claro! Chuta!

David – Porque é você tava chorando? Não tem de responder senão quiser…
Adriana – Não há problema nenhum… Não é segredo para ninguém! Eu gosto de um rapaz ou pelo menos gostava, e fi-lo durante 3 anos e ele durante três anos gozou comigo. Ele sabia que bastava estalar os dedos e eu corria atrás dele e era mesmo isso que ele fazia. Dizia que me amava, eu acreditava e depois negava tudo, humilhava-me e fingia que eu não existia, e depois voltava e fazia o mesmo, durante 3 anos, e eu sempre a cair porque o amava… Agora percebo que aquilo não é nem nunca foi amor, era tipo um vício, uma obsessão, era tudo menos amor. Mas agora percebi que ele não vale a pena e que mereço alguém melhor. E então estou a esquecê-lo….

David – Se ele fazia isso com você era porque não te amava de verdade… Quem ama alguém de verdade não machuca ela dessa maneira não! Claro que as pessoas se acabam machucando de alguma maneira mas às vezes é porque se gostam demais, não amar é sofrer mas amar é sofrer muito mais, mas agora brincar com os seus sentimentos… Esse cara deve ser maior otário de sacanear uma menina linda que nem você!

Adriana ri-se timidamente

David – Isso na sua cara foi um sorriso? (sorrindo) (Adriana assente com a cabeça) Assim eu gosto mais! Que linda! Esquece esse cara vai! Há aí um montão de caras querendo te conhecer e namorar você pra quê perder tempo com um cara desses? Vai mas é se divertir, conhecer caras novos, e deixar esse babaca para lá!
Adriana – Obrigada, por tudo!

David fita Adriana e ela faz o mesmo. Olham-se intensamente nos olhos e estão cada vez mais próximos, David apoia timidamente as mãos na bancada aproximando-se assim de Adriana e esta tenta manter-se concentrada para não fazer nenhum disparate.

David – Não tem de agradecer não, os amigos são para isso mesmo!

David e Adriana estavam a milímetros de se beijarem, Adriana luta interiormente para se afastar de David mas ele é como um íman que a puxa com uma força que lhe é superior e imparável. Vendo que as suas tentativas são falhadas Adriana fecha os olhos decidida a deixar-se levar pelo momento.

Adriana sente o hálito quente de David nos seus lábios entreabertos e David acaricia-lhe a face ao mesmo tempo que desvia uma mecha de cabelo da bochecha direita de Adriana partindo assim para unir os dois lábios. Os escassos milímetros de o fazer são interrompidos.

Andreia – ADRIA... (entra na cozinha e vê aquela cena) …NA. Desculpem interromper eu não sabia que estavam aqui! Quer dizer sabia, mas pensava que estavas sozinha! Ok, esqueçam!

Desculpem!
David afasta o seu rosto de Adriana e larga a mecha de cabelo dela que segurava delicadamente com a sua mão.

Adriana – Não interrompeste, nos estávamos só a conversar… (Olha David nos olhos e volta-se de novo para Andreia) Querias alguma coisa? (disfarça percebendo que Andreia estava realmente atrapalhada)
Andreia – Vinha dizer-te que eu e Fábio vamos andando e vinha despedir-me de ti…

Adriana – Já?
Andreia – Sim, amanhã há coisas a fazer!

Adriana – Okay, então vemo-nos no próximo jogo?
Andreia – Claro! Óbvio!

Adriana e Andreia despedem-se com dois beijinhos e o mesmo acontece com David. Ambos seguem atrás dela para a sala para se despedirem de Fábio.

Sala:
Adriana – Então, eu lá estarei para ver o jogo!
Fábio – Assim é que se fala lampiona!

Todos se riem. Fábio e Andreia vão embora.

Adriana – Bem eu também tenho de ir andando… Alguém viu o meu telemóvel por ai?
Ruben – Para que é que o queres?

Adriana – Olha! Para chamar um táxi, para que é que achas?
Rúben – Nem penses, eu levo-te a casa, é num instantinho…

Adriana – Não é preciso… Ficas aí com a Inês. Aproveitam o tempo para namorarem… (enquanto procura o telemóvel)
Rúben – Nem penses! Eu levo-te!

Adriana – Ficas e pronto! (encontra o telemóvel) Aqui está ele!
Javi – Nosotros te llevamos!

Adriana – Não! Vocês não têm mais nada que fazer do que ir levar-me a casa? Vão namorar! É para isso que servem os namorados e as namoradas. Acreditem levar-me a casa não é assim tão entusiasmante como namorar! (ironiza)
Rúben – Adriana vá lá, o Diogo pode voltar a aparecer. Deixa-me levar-te ou então fica aqui em casa. O quarto de hóspedes está livre.

Adriana – Nem pensar! Eu vou para casa! De táxi! Acabou-se a discussão!
Rúben – És mesmo teimosa!

David – Eu levo você! É perigoso apanhar um táxi a essas horas da noite! Eu te levo… Ah e escusa de vir com a desculpa de namorar porque eu não tenho namorada! (Adriana olha para ele como que implorando para que ele não fizesse aquilo) E escusa de olhar assim para mim com esses olhões porque eu vou te levar de qualquer jeito!
Adriana – Fogo! Vocês são cá uns chatos!

Rúben – Obrigado David, assim fico muito mais sossegado! Vá lá Adriana. Vai com ele e porta-te bem! Não sejas refilona! Facilita!
Adriana – Ok, ok. Mas é só para não ficares preocupado! (Dá-lhe um beijo no rosto e um abraço) Obrigada por tudo amigão! Nem sei como agradecer!

Rúben – Não tens de o fazer! Sabes que eu estou aqui para tudo! (separa-se do abraço e sorri-lhe)
Despedem-se todos e cada um segue para a sua casa, Javi com a sua namorada Elena vão para casa, Inês e Rúben ficam na casa deles, e Adriana e David… Bem! Esses ainda iam ter uma noite bastante longa!

Capítulo 7
Parque de estacionamento:
Adriana – Este é o teu carro?
David – Sim, não é nenhum Ferrari nem nenhum Mercedes mas as miúdas costumam gostar… (brinca)

Adriana – Não posso! Eu queria que este fosse o meu primeiro carro depois de tirar a carta. Acho-o perfeito! É desportivo mas tem um toque de classe, perfeito para uma rapariga como eu!

David – (tosse) Bem obrigado pela parte que me toca!
Adriana – Tu percebeste o que quis dizer… Não te quis ofender, é um carro muito masculino mas acima de tudo é desportivo e combina na perfeição comigo! Não te estava a chamar menina ó! (riem-se ambos)

David – Ah fico muito mais descansado! Acredita! Vamos embora então?
Adriana – Claro!

David e Adriana foram falando durante todo o caminho até sua casa, e David não conseguia esconder um sorriso meio parvo na cara sempre que desviava discretamente os olhos da estrada e os punha em Adriana, que nem reparava na maneira como ele o fazia porque ia demasiado entretida com a conversa mas sempre atenta ao caminho para garantir que David não se enganava no caminho até sua casa.

“Ela é perfeita!” pensava David a cada sorriso parvo que lhe lançava.

Adriana – Chegámos!
David – É aqui?

Adriana – Sim… Neste prédio!
David – É um bom sítio…

Adriana – Moro aqui à pouco tempo, esta casa é só minha mas por enquanto divido-a com os meus pais porque a deles está em obras e não valia a pena eles gastarem dinheiro num hotel.

Porta do prédio:
David – Você é muito chegada à sua família?
Adriana – Sim… Pode-se dizer que sim. Não dispenso passar tempo de qualidade com eles… Sou muito ligada à minha mãe e desabafo tudo com ela, e em relação ao meu pai sempre fui a menininha do papá. Somos muito unidos…

David – Também sou muito unido à minha família, um dia você devia conhecê-los… Eles iam adorar você…Eles adoram conhecer os meus amigos…
Adriana – Quem sabe… Talvez um dia destes! Vou entrando… Está a ficar tarde… (procura as chaves na mala) Bolas! Não acredito!

David – Que foi?
Adriana – Não tenho chaves… Devo ter-me esquecido delas e os meus pais não estão cá… Estão na terra da nossa família … Eu não acredito! (agarra no telemóvel) Vou ligar à Débora! Tou?

Olha, não tenho chaves de casa será que podia ir dormir a tua casa? Ok, tudo bem! Não há problema eu cá me desenrasco… Tchau! Beijinhos!

David – Então?
Adriana – Ela não esta em casa… Agora onde é que eu vou dormir? Posso sempre ir para um hotel passar só esta noite mas não tenho nada comigo! Nem um pijama!

David – Você pode dormir na minha casa…
Adriana – Hã? Na tua casa? Nem pensar!

David – Sim… Ou você está pensando dormir na rua? Eu só tenho um quarto mas alguma coisa se há de arranjar… Nunca se deixa um amigo dormindo na rua…

Adriana – Acho que nestas condições não estou no direito de ser esquisita. De certeza que não vai haver problemas? Não tens de fazer isto só para seres simpático…

David – Não estou só a ser simpático… Quero mesmo que venhas! Para não dormires na rua claro! (disfarçando)

Adriana – Acho que não estou em condições de recusar…
David – Então vamos!

Casa de David Luiz:
Ele abre a porta e mostra-se contente por ter Adriana por perto.
David – Bem-vinda ao meu castelo! (brinca)

Adriana – Hum… É gira… Para um solteirão a morar sozinho nada mau!
David – Eish! Não é preciso ofender!

Adriana – Hum hum! Claro! (gozando)
David – Bem você quer comer ou beber alguma coisa?

Adriana – Um copo de água não ia mal…
David – Então sai um copo de água!

Cozinha:
David – Aqui está! (estendendo-lhe o copo de água)
Adriana – Obrigada! (dá um gole)

Adriana olhava para David e não conseguia esconder um sorriso parvo que teimava em surgir-lhe na cara por muito que o tentasse travar.

David – Tá olhando pra mim assim porquê?
Adriana – Estava a pensar que és muito diferente…

David – Diferente?
Adriana – Sim… Daquilo que eu tinha imaginado.

David – Ah então aí eu não sou diferente não, as revistas e isso é que não passam a imagem verdadeira de mim.
Adriana – Pelas entrevistas e isso percebe-se que és uma pessoa simples, humilde, honesta mas há mais coisas que as entrevistas não deixam transparecer. Tu és verdadeiro, genuíno, há alguma coisa em ti que eu não sei explicar…

David – Espero que isso seja bom…
Adriana – É! Acredita! (sorri e dá outro gole no copo)

David – Assim fico bem mais sossegado! Você quer fazer alguma coisa, ver um filme, sei lá! Ou está cansada e prefere ir dormir?

Adriana – Cansada eu? Não por esta hora se tivesse em casa estava a dar uns socos no saco, ou a ensaiar a minha coreografia de contemporâneo por isso energia a mim é coisa que não me falta!

David – Dar socos no saco? Você luta?
Adriana – Sim, Kickboxing! Já pratico o desporto há dois anos.

David – Devo fugir?
Adriana – Não, senão houver saco eu não luto. Se bem que até nem serias mau para saco…

David – Sim, mas vamos esquecer essas ideias!
Adriana – (punhos junto à cara em posição de ataque) Vá lá! Não me digas que o fraquinho afinal és tu e não o Rúben… (dá uns socos no ar para aquecer mas percebe o estado de pânico de David e desmancha-se a rir) Estava a brincar, ó!

David – Tomei maior susto! Achei que você ia mesmo me bater…
Adriana – Não… Eu não bato em fraquinhos! (rindo)

David – Ah engraçadinha você! Mas agora a sério, se não está cansada quer fazer o quê? Ver um filme, televisão, ou simplesmente nada porque já esta farta de mim?
Adriana – Farta de ti? Bem a essa não respondo porque não quero ferir os teus sentimentos (brinca) Sei lá podemos ver um filme?

David – Por mim… Tudo bem!

Sala:
Ambos se riem à gargalhada

Adriana – Este filme é muito bom!
David – Mesmo! Muito engraçado!

Adriana – Eles vão-se apaixonar aposto! Esta comédia romântica é das melhores que já vi até hoje…
David – Só a estamos a ver há 15 minutos…

Adriana – Mesmo assim… Eu tenho olho para isto…

25 minutos depois…
Adriana – Não acredito que ele a vai deixar! Eles não podem acabar separados!
David – Ah eles ficam juntos de certeza, nos filmes é sempre assim…

Adriana – Ai, ele foi-se embora! Que triste!

Adriana agarra-se ao braço de David, mantendo um braço enroscado no dele e a sua mão disponível desliza quase que instintivamente pelo braço a baixo até se unir á dele. Apesar de ser tímido David não foge com a mão e agarra a mão dela com firmeza para ter a certeza que ela não se arrependeria e tiraria a mão.

O que tinha começado como uma noite de casais, com muitas confusões, em casa de Inês, acaba agora em casa de David.
Sem quase darem por isso e sem saberem bem como ali estavam os dois agarrados, de mãos dadas a ver um filme.
David usava o seu polegar para fazer ligeiros movimentos na mão de Adriana acariciando-a, eram como festinhas mas que provocavam a Adriana cócegas e uma sensação de nervosismo no estômago.

continua...
PS: A responsabilidade do texto é do próprio autor.

espaço "fanfic": Fanfic da Catarina R

Capitulo 6
“Nem sei o que dizer. Nunca pensei. Foi demasiado, percebo porque o fez, mas não foi a melhor solução, devia ter feito algo. Se soubesse, se a conhecesse há mais tempo não deixaria que acontecesse nada. Acredito que deva doer demasiado, vejo nos seus olhos, o sinto.”

“Acho que o faria na mesma. Antes disto tudo acontecer perguntava-me como alguém conseguia acabar com a própria vida, mas agora sei porquê. Olho para trás e gostava de voltar a ver quem eu era, mas grande parte de mim desapareceu.”

“Como era?”

“Era alegre, divertida, doida, tímida, faladora, querida. Também tenho defeitos mas esses continuam. As vezes ainda sou assim, mas é raro, é só para disfarçar.”

“Gostaria de conhecer essa Catarina.” – olhei nos olhos dele.
“Eu também gostava de voltar a vê-la.”

Continuamos a falar sobre nada de especial e durante aquele tempo não pensei em mais nada a não ser ele, apesar de sentir dor cada vez que mexia os pulsos ele fazia-me esquecer e era bom ter alguém com quem falar, alguém que não sentisse pena, apenas que falasse comigo para me sentir melhor.

“Menina, tem mais visitas. É a sua família.” – a enfermeira avisou-me.
“Não quero falar com elas, diga que estou a dormir ou assim.”

“Catarina, tem de falar com a sua família.”
“Eu sei, mas não consigo, dói muito. E vou desiludi-las.”

“Lembra o que prometi? Estarei aqui com você.” – e senti ele a apertar me levemente a mão.
Dei ordem à enfermeira para que elas entrassem.

Olhei para a porta e vi a minha irmã entrar primeiro e a minha mãe de seguida. Elas estavam em choque, eu não devia parecer nada bem, mas o choque delas podia ser mais, devido a ter a camisola do David nas minhas pernas e ele ao meu lado a segurar-me na mão.

“Catarina, como te sentes?”
“Estás bem mana?”

Apenas abanei a cabeça, a dizer que dizia que não sabia. Não conseguia falar, doía.
“Catarina, fala.” – disse o David e voltou a apertar-me a mão.

Olhei para ele e abanei a cabeça que não. Ele viu que eu parecia perturbada e olhou para a minha mãe e irmã.
“A Catarina se sente cansada, precisa de dar uma descansada, ela depois fala com vocês.”

“Ok. Pode vir lá fora para podermos falar?” – a minha mãe perguntou. Ele acenou que sim, largou-me a mão e foi para fora do quarto com a minha mãe e irmã.

para os meus pulsos e ao vê-los ligados apeteceu-me cortar as ligaduras, gritar, fazer algo para que acordasse deste pesadelo, mas sabia que não era possível porque era bem real. Olhei para eles e senti as lágrimas na minha cara, a dor mais forte que nunca, sentia o corpo dormente da dor que sentia, do vazio.

“Chorando? Não! Pare de pensar e de olhar, olhe para mim.”
Não conseguia olhar, era como se não tivesse forças. Vi uma das mãos dele a segurar na minha mão direita.

“Porque estava vestindo de verde?” – ele mudou o assunto da conversa.
“Se souberes não vais gostar.” – e olhei para ele.

“Não interessa. Quero saber.”
“Ok. A minha cor preferida é verde e quis ser do contra e ir de verde. Mas também não é esse o motivo.”

“Não é do Benfica, certo?”
“Sim.”

“Pela cor é lagarta, estou certo?”
“Certíssimo.”

“Uma lagarta na Luz e nem era contra o Sporting. Suspeito…” – e ele sorriu.
“Não quis ficar em casa, e isto fica entre nós. Sou simpatizante do Benfica…”

“E eu sou o seu jogador preferido.” – ele interrompeu-me.
“Mas como sabes?”

“A sua família me contou.”
“Nunca sabem ficar de boca calada.”

“Não faz mal. Você é a primeira que não é do Benfica e que gosta de mim que eu conheça.”
“É estranho?”

“Um pouco, eu e lagartos não combina, mas com você está combinando.”
Não evitei e sorri ligeiramente.

“Você sorriu! Estou gostando dessa Catarina.”
“É bom que aproveites porque muito raramente ela aparece.”

“Eu estou aproveitando. E desejando que ela apareça mais vezes.”
“Talvez ela apareça, mas não tem sido fácil…”

“Desculpem interromper, mas vai ter de sair, a hora da visita acabou, agora só daqui a umas horas.” – a enfermeira avisou.
“Fica bem, Catarina? Tome o meu numero se precisar de falar quando estiver sozinha. Vou tentar voltar depois.” – ele escreveu o numero no meu telemóvel.

“Fico, David. Obrigada, e não precisas de voltar se tiveres algo.”
“Não me esta convencendo com o fico, mas aceito. E eu volto sim, gostei de falar e estou preocupado com você.”

“Ok. Tu é que sabes. Adeus, David.”
“Adeus Catarina.” – e ele saiu do quarto.

continua...
PS: A responsabilidade do texto é do próprio autor.

Espaço "fanfic": Fanfic da Nii'i - Parte IV

Antes de ser publicado o sexto capitulo, fica aqui uma nota.
Decidi alterar o 2 e 3 capitulo. Não muito, apenas o David e a Bia não namoraram nem se conheciam. Fica aqui a correcçao.
Peço desculpa a todos pelo incomodo mas achei que ficaria melhor.

Quando cheguei cá fora, lá estava a Inês a esboçar um enorme sorriso, como já era normal nela. Ela fazia-me feliz. A Inês é a minha melhor amiga há muitos anos e nunca, nunca me deixou ficar mal. Diz o que tem de dizer, faz o que tem de fazer mas tudo para o meu bem pois para ela eu sou mais importante do que ela e para mim ela é mais importante que eu, por isso normalmente tratamo-nos por “irmã”.

- Olá irmã. – Disse ela começando a caminhar junto a mim para a garagem onde se encontrava a minha mota.

- Olá totó. – Respondi eu, esboçando um enorme sorriso enquanto a Inês me batia no braço em jeito de brincadeira. Abri a garagem, subi para a mota, liguei-a e parei fora da garagem enquanto a Inês fechava a garagem como era habitual.

Depois das aulas fui até ao riacho perto de minha casa, ia para lá sempre que queria pensar. Sentei-me na pequena ponte de pedra, era mesmo pequena pois eu conseguia estar com os pés dentro de água e o rio não leva assim muita.

Depois decidi ir até á praia. Eu adorava o mar, adorava a praia, adorava aquela calma que eles me transmitiam, lá sentia-me mesmo bem.

O mar estava calmo, sem vento e a praia deserta. Sentei-me na fina areia quando de repente sinto uma enorme vontade de ir nadar e assim o fiz, a minha sorte era ter biquíni por baixo. Depois de varias horas dentro de agua resolvi sair.

Vesti a minha roupa e sai da praia. Até que de repente ouço o meu telemóvel a tocar, era a Inês.

-Olá Inês – disse eu – Passa-se alguma coisa?

- Olá Bia, não é nada de mais mas acabou agora o meu treino de voleibol e vou sair agora, queria saber se querias vir aqui ao estádio ter comigo e depois íamos comer alguma coisa , que me dizes?

-Sim, dá-me 10 minutos e eu estou aí. Espero por ti em que porta? Nas traseiras ou na principal?

-Na principal, vou sair pela frente hoje.

- Ok Inês, até já então.

-Até já Irmã. – Disse ela, rindo-se de seguida.

Desliguei o telemóvel e guardei-o na carteira. Não era muito de andar com o telemóvel, só mesmo neste casos, preferia falar directamente com as pessoas.

Subi para a mota e lá me dirigi para o Estádio onde a Inês me devia esperar.

As ruas da capital não estavam com muita movimentação , apesar de ser Julho. Os estudantes deviam estar na praia e o resto das pessoas ainda deviam estar a trabalhar.

Finalmente, avistava o parque de estacionamento do estádio. Dirigi-me para lá e estacionei a mota. Quando ia a atravessar o parque de estacionamento do estádio vejo um carro a vir em marcha atrás e bateu-me e eu em desequilíbrio caí para o chão meia tonta.

O carro parou e alguém sai de lá de dentro. Era alto, tinha um casaco e o carapuço na cabeça. Foi-se aproximando e ajudou-me a levantar.

-Tu estás bem? – perguntou com uma voz meiga e delicada. Tinha um sotaque de brasileiro mas não sei se o seria de verdade, a cara estava escondida pelo carapuço assim como o cabelo.

-Sim, quer dizer mais ou menos. Isto passa-me. – Acabei eu por conseguir dizer.

-Não, precisas de ir a um médico.

Nesse mesmo instante pega no telemóvel e inicia uma chamada.

-Estou Rúben. Ainda estás aí dentro?

- …

- Ainda bem. Preciso que me faças um favor.

6ºCapitulo

Ambos sorrimos e eu saí da sala. Eu conhecia mais ou menos o estádio, de ir ver os jogos tanto de futebol como os da Inês de voleibol. Por falar na Inês, ela deve estar á minha espera á muito tempo e ela detesta esperar, mas, eu tinha de ir a correr para o relvado senão já não apanhava o David e tinha de lhe agradecer por tudo o que fez por mim. Eram só mais 5 minutos, a Inês não se devia importar muito.

Assim sendo, dirigi-me para a porta de saída do relvado e fiquei mesmo desiludida quando lá cheguei, porque já não estava lá ninguém, nem um único ser lá estava.

Quando me ia a virar para vir embora senti uma mão nas minhas costas, era uma mão grande mas suave. Assustei-me e dei um salto.

- Não precisas de te assustar. – disse uma voz, era ele, eu tinha a certeza que era ele. Virei-me e ficamos frente a frente, era mesmo ele.

- Não me assustei, apenas não estava a espera que aparecesses assim de repente.

- Não estavas á minha espera?

- Eu?

- Sim, tu.

- Não, quer dizer sim, quer dizer mais ou menos.

- Em que ficamos? – Disse ele esboçando um largo sorriso.

- Só te queria agradecer por me teres ajudado.

- Agradecer?

- Sim.

- Mas fui eu quem te magoou, não terias ficado mal se eu não te tivesse batido com o carro.

- Isso foi um acidente e como podes ver eu estou bem. – Disse eu, enquanto dava uma volta. Rimo-nos em conjunto.

- Mas não me chegas-te a dizer o que vinhas fazer aqui ao estádio.

- Vinha ter com a minha melhor amiga, a Inês, ela joga voleibol e teve treino, que por falar nisso já acabou á muito tempo e ela já se deve estar a passar de estar a tanto tempo a espera.

- Pois, eu também tenho o Rúben a minha espera.

-Bem, assim sendo, Obrigada e até um dia.

-Sim, depois combina-mos um café ou assim.

- Depois vemos isso. Adeus.

-Adeus.

Antes de cada um ir para seu lado, ainda nos olhamos directamente, um olhar forte e sincero.

Corri para ir ter com a Inês, quando lá cheguei ela estava com uma cara que metia medo ao susto.

- Olá Irmã. – Disse eu sorrindo para ver se ela me desculpava.

- Olá. Bia, eu estou á quase duas horas á tua espera, duas horas, sabes o que é isso?

-Eu sei e peço imensa desculpa.

- Só desculpo se me pagares o jantar.

- Combinado. – Rimo-nos as duas.

- Então vamos embora que estou cheia de fome. Ainda sabes onde tens a mota?

- Claro que sei Inês.

- Nunca se sabe. – Disse ela rindo-se, como era habitual nela.

Dirigimo-nos em direcção á mota. O carro do David ainda lá estava, o que significava que ele ainda não tinha ido embora.

Subimos para a mota, colocamos os capacetes e eu pôs a mota a trabalhar.

Quando ir a passar pela porta do estádio, tive de parar pois estava uma fila enorme. Nesse momento sai o David e o Rúben de dentro do estádio e a Inês, diz-me baixinho ao ouvido:

- Irmã, olha ali o David Luiz, o teu ídolo.

Eu não lhe respondi e nem sequer olhei para o local onde eles estavam.

Até que de repente vejo eles já quase ao meu lado. Nesse momento só desejava que a fila andasse, mas ela não andou.

- Achas que estás em condições de conduzir? – Disse o David. Eu fiquei mais vermelha que um tomate.

- Sim, estou. Eu já estou bem obrigada.

- E se tens um acidente?

- Outro? Isso também já era muito azar. - Disse eu rindo-me.

- Não brinques com coisas sérias Inês.

- Eu não estou a brincar. A sério que estou bem, não te preocupes e eu tenho de ir que a fila já andou e eu estou com pressa. Mais uma vez, obrigada.

- Tem cuidado contigo, adeus.

- Adeus.

Ambos ainda olhamos para trás e sorrimos.

Foi bom tê-lo conhecido, mas já tinha acabado. Não podia durar mais, eu e o David nunca poderíamos ser amigos. Ele era famoso e eu não passava de uma rapariga normal.

Porém, ele não me saia da cabeça, era algo forte que não conseguia controlar.

- Bia ? Bia?

- Ah, desculpa Inês, estava distraída.

- Pois eu até posso imaginar em que estavas a pensar. – disse a Inês rindo-se em seguida.

- Não comeces.

- Eu não, só quero que me expliques o que se passou para o David, sim, o DAVID LUIZ , vir falar contigo.

- Não se passou nada de mais.

- Achas que eu sou burra? Bem, até posso ser mas para isto não.

- Ok, ok Inês, eu conto-te mas só depois de chegar-mos a minha casa.

- A tua casa?

-Sim, porque?

- Porque vais-me pagar o jantar ou já te esqueces-te?

- Não, não me esqueci. Eu vou-te pagar o jantar mas vamos jantar em minha casa. -disse eu esboçando um largo sorriso em seguida.

A Inês disse qualquer coisa depois, mas sinceramente nem percebi, pois voltei a pensar nele, eu não podia pensar nele, estava completamente proibido isso acontecer.

Finalmente chegamos a minha casa. Como eu já sabia não tinha lá ninguém.

Subi até ao quarto e a Inês seguiu-me. Deitei-me em cima da cama e a Inês sentou-se aos meus pés.

- Podes começar. – disse ela com o seu sorriso maravilhoso.

- Começar com o quê? – perguntei eu , fazendo-me de desentendida. Eu sabia o que ela queria, queria saber o que se tinha passado de tarde mas eu, por um lado queria lhe contar mas por outro não, pois ao contar-lhe estava a dar demasiada importância ao que aconteceu. Não é que não tivesse essa importância, porque teve, mas eu tinha de esquecer o que se passou, em especial esquecer que tinha conhecido o David.

- Oh, não te faças de desentendida, sabes bem o que quero saber.

- Não Inês, asserio que não sei.

- Quero saber o que se passou esta tarde.

- Esta tarde? Bem, enquanto foste para o treino, eu fui até á praia e depois fui ter contigo.

- Não te faças de engraçadinha Bia, o que se passou com o David?

- Ah isso.

- Sim, isso. Anda lá Bia estou a morrer de curiosidade.

- Não foi nada de mais. Quando ia ter contigo ele veio com o carro para trás e quase me atropelou, depois ajudou-me e levou-me ao médico do Benfica e depois eu agradeci-lhe. Como vês nada de muito empolgante.

- Posso fazer-te uma pergunta Irmã?

- Claro que podes.

- Tu não sentiste mesmo nada?

- Como assim?

- Tipo, não sentiste nada de especial?

- Tirando a parte de estar perante o DAVID LUIZ jogador, não, nada de mais. Mas porque essa pergunta?

- É que eu já me tinha cruzado com ele algumas vezes e fiquei interessada nele e consegui o número dele. E hoje ia-te perguntar se não te importavas que eu começasse a falar com ele, mas como se passou isto hoje tinha medo que também tivesses ficado interessada.

- Não, podes estar á vontade Inês. – Era claro que eu tinha sentido algo, não o poderia negar, mas também não o poderia dizer á Inês, se ela estava interessada e se isso a fazia feliz eu teria de me habituar á ideia, mas ele, ele não me saia da cabeça. Aquele sorriso, aqueles cabelos e aquele olhar não me saiam da cabeça.

-Ainda bem Irmã, eu não ia fazer nada que interferisse na nossa amizade.

Ambas sorrimos.

Continua...

PS: A responsabilidade do texto é do próprio autor.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Espaço "Fanfic": Fanfic da Nii'i - Parte III

"Something - 5º Capitulo"

Ambos sorrimos e eu saí da sala.

Eu conhecia mais ou menos o estádio, de ir ver os jogos tanto de futebol como os da Inês de voleibol. Por falar na Inês, ela deve estar á minha espera á muito tempo e ela detesta esperar, mas, eu tinha de ir a correr para o relvado senão já não apanhava o David e tinha de lhe agradecer por tudo o que fez por mim. Eram só mais 5 minutos, a Inês não se devia importar muito.

Assim sendo, dirigi-me para a porta de saída do relvado e fiquei mesmo desiludida quando lá cheguei, porque já não estava lá ninguém, nem um único ser lá estava.

Quando me ia a virar para vir embora senti uma mão nas minhas costas, era uma mão grande mas suave. Assustei-me e dei um salto.

- Não precisas de te assustar. – disse uma voz, era ele, eu tinha a certeza que era ele. Virei-me e ficamos frente a frente, era mesmo ele.
- Não me assustei, apenas não estava a espera que aparecesses assim de repente.

- Não estavas à minha espera?
- Eu?

- Sim, tu.
- Não, quer dizer sim, quer dizer mais ou menos.

- Em que ficamos? – Disse ele esboçando um largo sorriso.
- Só te queria agradecer por me teres ajudado.

- Agradecer?
- Sim.

- Mas fui eu quem te magoou, não terias ficado mal se eu não te tivesse batido com o carro.
- Isso foi um acidente e como podes ver eu estou bem. – Disse eu, enquanto dava uma volta. Rimo-nos em conjunto.

- Mas não me chegas-te a dizer o que vinhas fazer aqui ao estádio.

- Vinha ter com a minha melhor amiga, a Inês, ela joga voleibol e teve treino, que por falar nisso já acabou á muito tempo e ela já se deve estar a passar de estar a tanto tempo a espera.

- Pois, eu também tenho o Rúben a minha espera.
-Bem, assim sendo, Obrigada e até um dia.

-Sim, depois combina-mos um café ou assim.
- Depois vemos isso. Adeus.

-Adeus.

Antes de cada um ir para seu lado, ainda nos olhamos directamente, um olhar forte e sincero.

Corri para ir ter com a Inês, quando lá cheguei ela estava com uma cara que metia medo ao susto.

- Olá Irmã. – Disse eu sorrindo para ver se ela me desculpava.
- Olá. Bia, eu estou à quase duas horas á tua espera, duas horas, sabes o que é isso?

-Eu sei e peço imensa desculpa.
- Só desculpo se me pagares o jantar.

- Combinado. – Rimo-nos as duas.
- Então vamos embora que estou cheia de fome. Ainda sabes onde tens a mota?

- Claro que sei Inês.
- Nunca se sabe. – Disse ela rindo-se, como era habitual nela.

Dirigimos-nos em direcção à mota. O carro do David ainda lá estava, o que significava que ele ainda não tinha ido embora.

Subimos para a mota, colocamos os capacetes e eu pôs a mota a trabalhar.

Quando ir a passar pela porta do estádio, tive de parar pois estava uma fila enorme. Nesse momento sai o David e o Rúben de dentro do estádio e a Inês, diz-me baixinho ao ouvido:

- Irmã, olha ali o David Luiz, o teu ídolo.

continua...

PS: A responsabilidade do texto é do próprio autor.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Espaço "Fanfic": Fanfic da Nii'i - Parte II

"Something - 4º Capítulo"

- …
- Pergunta ao Doutor Bento Leitão se pode ver uma pessoa que está magoada.

-…
- Ok, então eu vou já para dentro. Ah e não fales a ninguém disto sff.

- …
- Obrigada mano.

-…
E desligou a chamada.

Aquela voz, eu reconheci-a, eu sabia que sim mas só não sabia de onde era. Mas era uma voz doce, uma voz calma e suave. Era uma voz que me fazia sentir bem mas mais que isso, essa voz fazia-me sentir segura.


-Bem, vais ter de vir comigo. Vou-te levar a um médico. – disse aquele rapaz que estava ao meu lado, disse-o de uma maneira doce e calma como a sua voz.
- Não preciso, obrigada. Eu estou bem, isto já passa, foi uma queda pequena.

-Nem pensar, vais agora ao médico. É já aqui no estádio, não precisamos de andar muito. – disse, sorrindo em seguida.

Não insisti mais. Secalhar ser vista por um médico não era assim tão mau.

Ele deu-me a mão, amparando-me e começamos a caminhar em direcção ao estádio.

- Então, como te chamas?
-Bia, quer dizer Beatriz mas toda a gente me trata por Bia, por isso podes tratar-me por Bia, e tu, como te chamas?

- Eu?
-Sim, tu.

-David, chamo-me David.

-Ah, está bem. Tens de ter mais atenção quando conduzes. – disse eu sorrindo para ele.
-Pois, eu estava distraído não foi mesmo por mal. Desculpa-me.

-Oh, não te preocupes, eu estava a pegar contigo.

Dito isto, ele colocou-se a minha frente e abriu uma porta, era toda branca com o símbolo do Benfica e dizia “Departamento Médico”.

Quando entramos eu nem queria acreditar, estava lá o Ruben Amorim, sim o Ruben Amorim jogador do Benfica e com ele um senhor com barba branca, devia ser o Doutor Bento Leitão.

Neste momento eu comecei a juntar todas as peças do puzzle. Se eu quase tinha sido atropelada por um Q7 branco, se o rapaz era alto e tinha sotaque brasileiro, se ele se chamava David e se chamou “mano” na chamada ao Rúben Amorim, isso quer dizer que aquele rapaz que me bateu com o carro, aquele rapaz que me ajudou a levantar e que a voz era tão doce, aquele rapaz era o David Luiz, aquele rapaz ali ao meu lado a me dar a mão era o meu maior ídolo e não tinha percebido isso.

Abri os olhos, doía-me um pouco a cabeça e senti-a o meu estômago a “andar ás voltas”, não me lembrava do que me tinha acontecido. Olhei para o lado e não estava mais ninguém a não ser um senhor de certa idade, estava virado de costas e não o reconheci. Quando ele se virou, vi quem era, era o doutor Bento Leitão e foi nessa altura que me lembrei do que se tinha passado. Depois de me ter apercebido que era o David Luiz que estava ao meu lado devo ter desmaiado ou coisa assim , porque depois de isso não me conseguia lembrar de nada mais.

O Doutor virou-se e dirigiu-se a mim.

- Então, como se sente?
-Eu? Eu sinto-me um pouco tonta, dói-me um pouco a cabeça e sinto o meu estômago a andar ás voltas.

-Pois, é normal. A menina esteve desmaiada quase 1 hora. Se não fosse o David a agarra-la podia ter dito bem pior.
- Doutor, posso perguntar-lhe uma coisa?

-Sim, claro que pode.
-O David que o senhor referiu era o David Luiz não era? Ou eu apenha sonhei com isso.

Ele riu-se, não sei se com a minha pergunta ou com a minha ignorância.

-Sim, era o David Luiz que estava aqui e por falar nele, ele deixou-lhe um recado. Pediu para eu lhe dizer que pede imensas desculpas por quase a ter atropelado e pede também imensas desculpas por não puder estar aqui até acordar, mas ele e o Rúben tiveram de ir pois tinham treino e já estavam bastantes atrasados.
-Ok, obrigada doutor. – Disse eu, mas as palavras custaram a sair. Ainda não acreditava, o meu maior ídolo tinha-me pedido imensas desculpas.

- Doutor, desculpe estar a incomoda-lo outra vez, mas não sabe onde o posso encontrar? Era só mesmo para lhe dizer obrigada.
-Sim, sei. Eles hoje treinam aqui no estádio, quer dizer o treino deve estar mesmo a acabar. Mas se a menina for já pode ser que ainda o apanhe.

-Obrigada. Sendo assim, posso ir?
-Mas tem a certeza que se sente melhor?

-Sim, sinto.
-Então, sendo assim pode ir.

-Obrigada doutor, obrigada por tudo mesmo.

continua...

PS: A responsabilidade do texto é do próprio autor.

sábado, 14 de agosto de 2010

Espaço "fanfic": Fanfic da Dri - parte III

Capítulo 5
9.00h Casa da Inês

Rúben Amorim – Amor, tens a certeza que isto vai correr bem?
Inês – Sim amor não te preocupes (põe os braços em volta do pescoço dele) Eles vão adorar!

Rúben – Isto é um jantar de casais… A Adriana vai-se passar… Ela é a única que vai estar sozinha! Não a avisaste de nada!
Inês – Não está sozinha… Tem o David!

Rúben – Inês diz-me que tu não estás a fazer o que eu penso que tu estás a fazer…
Inês – Podes apostar! (sorri)

Rúben – A Adriana detesta essas coisas… Eles conheceram-se agora se tiver de acontecer alguma coisa acontecerá! Sabes bem que a Adriana ainda não esqueceu o outro… Ela ainda gosta dele por isso não me parece que ela e o David possam vir a ter o que quer que seja… Ela ainda vai acabar magoada. E ela é totalmente contra namorar com um jogador…

Inês – Era! Até conhecer o David. Além disso não estou a forçar nada! Apenas os convidei aos dois…
Rúben – Claro! Dois solteiros num jantar de convívio para casais… Isto ainda vai dar confusão e eu não quero cá estar para ver…

Inês – Ai mais vais estar! Amor, acredita eu sei o que estou a fazer…
Rúben – Eu espero bem que sim! Estou farto de ver a minha melhor amiga constantemente magoada.

Inês – Acredita em mim amor! Amo-te! (beija-o)
Rúben – Amo-te!

(campainha toca)

Inês – Devem ser eles!

Abre a porta

Elena - Hola, hemos llegado demasiado pronto?
Inês – Nada disso! Estão mesmo a horas! Entrem!

Inês cumprimenta Elena e Javi, e elas seguem para a cozinha enquanto Javi e Rúben ficam na sala. Depressa chegam Fábio Coentrão e a sua mulher.

Campainha toca e Inês vai abrir.

Adriana – Olá! Desculpem o atraso!
Inês – Não faz mal… O jantar também está um bocadinho atrasado. (cumprimenta-a)

Adriana cumprimenta todos e junta-se às mulheres na cozinha.

Andreia (Mulher de Fábio) – Não para já não penso em casamento…
Inês – Pois eu nem agora nem nunca… Já disse ao Ruben! Ele respeita! Não me quero casar, para mim não faz qualquer sentido ter de assinar uns papeis para provar o que quer que seja. Amo-o, ele sabe, os amigos também e a família também e acho que isso é tudo o que importa.

Adriana – Ai não digas isso! Eu sonho em casar-me. Vestida de noiva, na igreja! Não é uma questão de assinar uns papéis para provar alguma coisa. É mostrar a todos como nos amamos, unir as nossas almas para toda a vida com a bênção de Deus.

Elena - Es tan hermoso!
Inês – Bem o jantar está pronto!

Andreia – Então vamos para a mesa!
Inês – Não! Ainda falta gente!

Adriana – Falta? Pensei que estávamos todos…

A campainha toca

Inês – Ai está! Chegou!

Seguem todas atrás de Inês e Andreia e Elena levam a comida.

Inês abre a porta não cabendo em si de tanta alegria, e quando a abre Adriana fica incrédula.

Inês – Olá David! (cumprimenta-o)
David – Oi! Desculpa o atraso mas apanhei trânsito….

Rúben – Mentiroso! Tiveste foi 3 horas ao espelho a arranjar os caracóis!
David – Ah Ah! Engraçadinho você!

David entra e junta-se aos outros e Adriana aproxima-se de Inês.

Adriana – Eu sabia que estavas a tramar alguma! (sussurra)
Inês – O que é que eu fiz? Só convidei o David para o jantar para não seres a única solteira.

Adriana – Chega Inês! Estou farta destas tretas! Deixem-me em paz! Da minha vida pessoal trato eu! Isto passou todos os limites (agarra na sua mala e começa a vestir o casaco dirigindo-se para a porta)

Inês – Adriana não me podes fazer isto! Não te podes ir embora! (seguindo-a)
Adriana – Ai não? Observa! (chega ao pé da porta e agarra a maçaneta mas o seu movimento é interceptado pela mão de Inês)

Inês – Ouve Adriana! Eu sei que não me devia ter metido na tua vida mas eu amo o Rúben e tu és muito importante para ele, ele quer-te ver-te feliz. Eu fiz isto por ele e porque te adoro. Porque sou tua amiga! Não fiques chateada comigo… Por favor fica para jantar!

Adriana – Não estou chateada mas perdi a vontade de comer… (dirige-se à sala onde todos aguardavam por elas) Desculpem malta mas eu não vou puder ficar para jantar…

Rúben – Aconteceu alguma coisa? (aproximando-se dela sussurrando)
Adriana – Sabes bem o que foi… Mas contigo falo depois!

Rúben – Adriana! Isto foi ideia dela… Não te vás embora… Vá lá!
Adriana – Não dá a serio! Perdi qualquer vontade que tinha de ficar aqui!
Rúben – Não faças isto! O David vai ficar a pensar que é por ele…

Adriana – Não Rúben! Isto é por mim! Eu devo ser mesmo desgraçada para precisar da ajuda de tanta gente para arranjar um namorado (mágoa na voz)... Bem bom apetite! Divirtam-se! (dirigindo-se aos restantes)

Adriana atravessava o hall com passos largos, ela estava realmente furiosa por se estarem a meter na sua vida. Por um lado não queria ficar ali porque Inês tinha que aprender mas por outro queria muito ficar e passar uma noite divertida. Mas agora já tinha aberto a porta… fechou-a mesmo atrás de si. Agora era tempo de tomar o caminho para casa.

Sala:
David – É impressão minha ou ela foi-se embora porque eu cheguei?
Rúben – Foi!

Inês – Impressão tua!
David – Em que é que ficamos?

Rúben – Ela foi-se embora porque a Inês armou este jantar para vocês passarem tempo juntos e não te disse nem a ti que ela cá ia estar, nem a ela que tu cá ias estar. A Adriana percebeu o esquema todo e passou-se porque não gosta que se metam na vida dela.
Inês – Bem mas agora vamos esquecer isto… Vamos jantar que eu depois falo com ela.

David agarra no telemóvel para mandar uma SMS:
“Lamento o que aconteceu, mas a verdade é que eu também não sabia de nada. Não fica zangada com a Inês não, ela não fez isso por mal.

Beijo

David”

Adriana ia na rua e lê a SMS de David e de novo um sorriso ilumina a sua face.

Adriana começa a ter a sensação de que está a ser seguida mas ignora-a até que o rapaz de quem ela gostava lhe aparece à frente.

Adriana – O que é que estás aqui a fazer?
Diogo – Vim ver a tua extrema felicidade com os teus amigos famosos…

Adriana – Deixa-os fora disto!
Diogo – Para quem dizia que me amava tanto ultrapassas-te bem depressa!

Adriana – A sério! Vai-te embora. Eu estou a esquecer-te por isso não dificultes as coisas. Eu sofri durante 3 anos por ti e tu não fizeste senão outra coisa a não ser humilhar-me, desprezar-me, gozar comigo! O que é que queres agora?

Diogo – Quero-te a ti! Eu percebi que te amo… A sério que sim… Eu amo-te!
Adriana – Que me amas? Tu não podes estar bom! Disseste-me isso tantas vezes e depois ias-te embora. Voltavas, dizias o mesmo e voltavas a ir-te embora. Tudo para gozares com a minha cara! E agora dizes que me amas? Deixa-me em paz! Agora não podes voltar… Eu estou a aprender a deixar de te amar… (deixou-o para trás)

Sem mais nem menos nuvens negras inundam o céu e uma chuva forte rebenta quando Adriana ainda não estava muito longe da casa de Inês. Adriana não sabia se devia voltar atrás ou tentar apanhar um táxi ou um autocarro. Tentou apanhar um táxi mas estavam todos cheios e os que não estavam não paravam, não havia autocarros por perto para casa dela por isso restava-lhe a primeira opção.

Adriana estava ensopada e cheia de frio. Os seus lábios começavam a ficar roxos e os seus dentes batiam enquanto espasmos de frio lhe percorriam o corpo. Adriana iniciou então uma corrida até à casa de Inês. Quando finalmente chegou tocou à campainha.

Sala:

Rúben – Eu vou lá! (abriu a porta) Adriana? Olha para o teu estado, miúda!
Adriana abraçou Rúben chorando.

Rúben – O que é que aconteceu? Porque é que estás a chorar?
Adriana – Foi o Diogo! Ele encontrou-me lá fora e voltou a fazê-lo. Voltou a gozar com a minha cara! (e volta a cair num choro sentido)

Rúben – Eu não acredito!
Andreia – Olhem para o estado dela, Inês vai buscar uma toalha!

Inês – Está aqui! (enrola Adriana numa toalha)
Andreia – Tens de tomar um banho de água quente e trocar essa roupa!

Adriana assentiu que sim com a cabeça.

Andreia – Anda eu vou contigo!

Adriana – Não, vão jantar! Eu fico bem só preciso de uma roupa e de chamar um táxi para ir para casa.

Andreia – A sério eu vou contigo!

continua...

PS: A responsabilidade do texto é do próprio autor.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Espaço "fanfic": Fanfi da Dri - Parte II

Capítulo 4
Dia seguinte:

Adriana seguia no metro enquanto falava ao telefone com Débora.
Adriana – Sim, sim eu sei. Vou chegar atrasada...

Débora – Despacha-te… Falta-nos um membro para podermos jogar e isto sem ti não tem piada…
Adriana – Eu vou tentar despachar-me o mais depressa possível… Já estou a duas paragens daí… Daqui a nada estou a chegar…

Débora – Okay okay, vem com cuidado. Até já!

10 minutos depois, Estádio da luz:

Começa a correr pelos corredores muito apressada até que choca com alguém e o dossier que trazia na mão cai ao chão.

Adriana – Desculpe! (apanhando as folhas soltas do chão)
David – Tudo bem! Mas para a próxima vai com mais calma…

Adriana reconhece a voz e olha para cima.

Adriana – Tu? O que é que estás aqui a fazer?
David – Não sei… mas ouvi dizer que sou jogador do Benfica. Eu é que pergunto o que é que você tá aqui a fazer e a correr dessa maneira…

Adriana – Ah… Vim jogar com as outras… Volei! (meio atrapalhada e gaguejando)

David – Ah então você também vai jogar com elas?
Adriana – Sim vou… Como é que sabias do jogo?

David – Os outros foram todos ver mas eu não sabia que você também ia jogar como não te vi lá… Mas aquilo até está a ser muito engraçado… Mas aborreci-me e dei o fora.
Adriana – Já sei! A tua onda é mais o futebol…

David – Eu não diria que foi esse o motivo do meu aborrecimento não, mas sim… você pode acreditar que foi por isso….
Adriana – Bem eu tenho de ir andando porque estou atrasada e elas vão matar-me…
David – Tudo bem… A gente se encontra por aí então…

Adriana – Sim encontramo-nos por aí… (envergonhada)

E Adriana retoma a passada acelarada até ao balneário e depois até ao campo de volei.

Adriana – Olá meninas, desculpem o atraso!
Débora – Fogo estava a ver que não…

Adriana – Desculpa, a culpa foi dos transportes, não minha!
Débora – Okay, Okay! Vamos mas é começar a jogar!

Adriana – Sim, vamos lá!

Posicionam-se todas mas Inês aproxima-se momentaneamente de Adriana para lhe segredar uma coisa.

Inês – Por pouco não vias o David…
Adriana – Ai sim? (fazendo-se de desentendida)

Inês – Sim ele esteve aí… mas acabou por se ir embora… Não estavas cá tu sabes…

Adriana – Deixa de ser parva!
Inês – Okay, okay, chama-me parva! Olha. Logo à noite! Jantar! Na minha casa!

Adriana – A propósito de quê?
Inês – Convívio de amigos, só isso!

Adriana – Sim… Estou a ver!
Débora – Malta! Podemos deixar-nos de conversa e começar a jogar?

Todas – Bora! Vamos lá!

1 hora depois

Inês, Débora, Adriana e Romanella comemoram terem vencido.

Romanella – Grand partido chicas!
Adriana – Sim, mas estou rota. (atira-se para o chão)

Inês – Só nos fez bem! Temos de manter a forma meninas!
Débora – Sim afinal vocês namoram com jogadores de futebol!

Adriana – Fonix! Deus me livre! Fala por elas!
Inês – Adriana, Adriana! Não desdenhes! Não tem mal nenhum, são pessoas como qualquer outra.
Adriana – Ya! Tirando o facto de terem sempre paparazzis atrás deles, estarem sempre em estágios e treinos e terem de mudar de país se forem vendidos a outro clube. Logo não tem mal nenhum!

Romanella – Es su trabajo!
Inês – Sim, como as modelos, actrizes…. Há sempre um preço a pagar.

Adriana – Sim… Talvez tenham razão. Mas continuo com a minha… Que deus me livre e guarde!

Adriana levanta-se do chão

Débora – Vamos mas é tomar um banho!
Brenda – Sim! As derrotadas também têm direito a um banho…

Romanella – Si, és verdade. Derrotadas! (diz brincando com o outro grupo de raparigas que havia perdido)
Adriana – Vá meninas deixem-se de coisas! Perder ou ganhar também é desporto!

Brenda – É?
Adriana – Ah… Não!

Todos se riem à gargalhada e seguem para os balneários

Seguiam na conversa quando Adriana esbarra de novo com uma pessoa porque ia a olhar para o lado.

David – Ultimamente andamos a chocar muito…
Adriana – Desculpa… Mas desta vez eu ia no meu caminho!

David – Mas você ia a olhar pro lado… por isso acho que a culpa é sua de novo…
Inês – Nós vamos andando Adriana… Até já!

Adriana – Esperem meninas! Eu vou com vo…cês! (elas já tinham todas entrado no balneário)

David riu-se

Adriana – Obrigadinha meninas!
David – Você joga muito!

Adriana – Viste o jogo?
David – Um bocadinho…

Adriana – Não te tinhas aborrecido?
David – Sim, todos eles tinham lá alguém para ver, namorada, esposa, eu não! Por isso me aborreci. Mas como você estava lá eu resolvi dar uma olhada e gostei do que vi. Você joga muito bem!

Adriana – Obrigada! (meio constrangida)
David – E na verdade também voltei atrás porque me esqueci de uma coisa… (começavam os dois a caminhar para o balneário)

Adriana – O quê?
David – De te pedir o seu número… (envergonhado)

Adriana – O meu número? (rindo)
David – Sim… Mas você não tem de me dar senão quiser. Só que eu pensei que dava sempre jeito ter para um dia marcarmos um café ou assim…

Adriana – Eu não bebo café…
David – Okay, já percebi que você não está muito para ai virada… Acho que fica para uma próxima… (chegam á porta do balneário e ele dá-lhe um beijo na cara despedindo-se)

Adriana – David? (ele que já seguia de costas olha para ela) Tens caneta? (sorrindo)

David estende-lhe uma caneta e Adriana escreve o seu número de telefone na palma da mão direita dele

David – Mudou de ideias?
Adriana – Não, estava só a brincar contigo…

David – É o seu número verdadeiro?
Adriana – Não sei… Se quiseres saber, vais ter de experimentar… (beija-o na cara e entra dentro do balneário)

Adriana encosta-se à parede do balneário, desliza até ao fundo e desmancha-se num enorme sorriso

As outras vinham a sair do duche

Débora – Que cara é essa?
Adriana – Nada, estou só bem disposta…

O telemóvel de Adriana dá o sinal de SMS e esta apressa-se a correr para ver de quem era a SMS.

“Adorei te conhecer, você é uma menina muito especial e única. Estou esperando que mude de ideia e queira ir tomar um café comigo. Ah e estou rezando para que este seja mesmo o seu número! =P
Beijo
David Luiz”

Adriana sorri ao ler a sms

Inês – Quem é?
Adriana – Um amigo…

Inês – Sim pois… Um amigo! Imagino!
Adriana – A sério que sim!

Inês – Bem meninas não se esqueçam do jantar logo á noite!
Brenda – Eu e o Luisão não tamos podendo, você já sabe!

Romanella – Yo tan poco!
Inês – Okay, então sobro eu, a Adriana e a Elena!

Elena – Si! Yo y Javi vamos!
Andreia – E eu e o Fábio também…

Inês – Ainda bem! Vai ser um jantar muito agradável!

continua...

PS: A responsabilidade do texto é do próprio autor.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Espaço "fanfic": Fanfic da Catarina R

Rescue Me

Prefacio
O quanto vale a vida? Para muita gente vale muito, para outros nada. Mas porque é que para alguns a vida não vale nada?

Para uma pessoa a vida não vale assim tanto como toda a gente pensa, o que toda a gente vê, não é realmente essa pessoa, apenas uma fachada, algo que ela mantém para que ninguém se preocupe. Ela perdeu a esperança em tudo e em todos, será que vale a pena continuar a viver? Mas a esperança é a ultima a morrer e há sempre uma luz ao fundo do túnel…será que ainda tudo pode mudar? E que haja razoes para continuar a viver? Será que uma pessoa pode ajudar a mudar tudo? Será que ela pode ser salva?

Capitulo 1
Hoje é mais um dia, um dia como tantos outros, um dia onde acontece o mesmo e nada muda. Chamo-me Catarina, tenho 20 anos, não sou nem muito alta nem baixa, tenho por volta de 1.70 m, sou magra, com cabelo castanho-escuro comprido e uma franja e com olhos verdes acastanhados.

Vivo com a minha mãe e irmã gémea, que não é nada parecida comigo.
O meu pai, foi-se embora de casa, e não quero falar disso, e muito complicado e magoa, dói.

“Catarina, sabes onde vamos amanha?” – disse a minha irmã.
“Não, não sou bruxa.”

“Vamos ao Estádio da Luz ver um jogo do Benfica!”
“Se fossemos ao de Alvalade é que era.”
“Catarina! Eu sei que lá no fundo tu queres ir à Luz, tudo por uma pessoa em especial.”

“Não quero não. Cala-te Filipa.”
“Ela quer ir sim, tudo por causa do David Luiz.” – a minha mãe interrompeu a conversa.

“NÃO! É mentira!” – gritei.

Estava a nega-lo mas era a verdade. Eu uma Sportinguista desde que me lembro, obcecada por um jogador do Benfica.

Mas não foi por ele ser bonito que me fez olhar para ele, foi a maneira de jogar, de se entregar ao jogo, o amor que ele tem ao clube e à camisola.

Só reparei nele muito depois. Sofro da maldição de gostar sempre de um jogador do Benfica apesar de ser do Sporting, antes do David Luiz era o Rui Costa. Sempre fui viciada por desporto em especial por futebol, até percebo e sei mais que muitos rapazes, deixo-os surpreendidos com o que percebo e conheço de futebol.

“Eu vou ver o jogo, mas vou vestida de verde.”
“Sempre do contra.”
“Preocupa-te contigo Filipa.”

A noite voltei a ter um dos meus pesadelos e acordei a meio da noite com vontade de me magoar, mas não o fiz, tudo por elas, a minha mãe e irmã que iam sofrer, mas não sei mais quanto tempo aguento assim, só choro e a dor continua e é cada vez maior e a culpa é toda dele. Apesar de ele já ter ido embora há muito não apagou tudo o que ele fez e o que aconteceu.

Depressa chegou o dia seguinte e as horas para ir para o estádio iam diminuindo. Eu cumpri e vesti-me com uma camisola verde de manga comprida com uma branca por debaixo também de manga comprida. É Março, ainda está fresco.

Partimos para o estádio cedo, para arranjar lugar e estarmos à vontade. O Sporting tinha ganho ontem e desejei que o Benfica perdesse hoje. Iam jogar com o Paços de Ferreira e estava mesmo a ver que iam ganhar, mas até podiam perder se o desejasse muito.

Vi o estádio e vi algumas pessoas a irem para lá, de certeza que o ambiente era de festa, mas não me interessava minimamente, tinha os phones nos ouvidos para abafar qualquer cântico relacionado com o Benfica. Não odeio o Benfica, simpatizo devido à minha família ser e devido a gostar do David Luiz, mas sou de um clube rival não posso mostrar minimamente que gosto, para evitar ser gozada.

Andei um pouco as voltas no estádio que já conhecia e pouco depois entramos. Os nossos lugares eram no piso zero em direcção da bandeirola de canto e estava na fila 10 ou algo assim, estava mais próxima da relva do que da zona dos bares e das casas de banho.

Esperei e pouco depois os jogadores entraram para o aquecimento, os meus olhos ficaram presos completamente num jogador, ele. Só por ele tinha valido ir ao jogo, para o ver jogar e poder admirar ao vivo as capacidades dele.

A minha irmã tinha um cartaz que eu é que fiz a pedir a camisola dele, mas não me atrevia a andar com ele, não queria aparecer na televisão e ser reconhecida por Sportinguistas e Benfiquistas depois ia ser gozada.

Os jogadores recolheram aos balneários, depois de ter tirado umas fotografias e esperei, senti um arrepio e fiquei preocupada, sabia que aquele arrepio não era dos que trazia um bom pressentimento, e desejei que fosse o que fosse não fosse nada de mais.

Capitulo 2
Não tive muito tempo para pensar no arrepio e no pressentimento, os jogadores entraram e o jogo ia começar, o ambiente tornou-se ensurdecedor, ouvia-se gritar Benfica e só se via um mar de vermelho.

O jogo começou depressa tal como os minutos que passavam rapidamente, tentei tirar algumas fotografias com a minha máquina já um bocado ultrapassada, algumas até ficaram decentes mas não eram nada do que eu realmente desejava. O Benfica marcou dois golos praticamente de seguida e o estádio fez se ouvir e os cânticos não paravam. Eu pensava que o jogo já estava decidido quando o Paços marcou um golo, mesmo antes do intervalo, mesmo assim sabia que o Benfica ia ganhar, estavam a jogar muito melhor e só se cometessem algum erro é que o resultado podia mudar.

O intervalo chegou e fui à casa de banho, o meu telemóvel tocou e vi quem era, o meu pai. Não queria atender, mas se não o fizesse ele ia continuar a ligar me até que atendesse, atendi e sabia que era discussão certa.

“Olá, Catarina.”
“Olá.”

“Tudo bem?”
“Sim, e tu?”

“Também, estou a ouvir muito barulho, onde estás?”
“Estou no Estádio da Luz. Porquê? Eu posso ir onde me apetecer.”

“Tu a veres o Benfica? Não esperava por essa.”
“Não ia ficar em casa. Porque ligaste?”

“Queria saber como estavas.”
“E só ligas de mês a mês? E não me venhas dizer que eu é que tenho a obrigação de ligar.”

“E tens. Não sou só eu filha.” – arrepiei-me quando ele me chamou filha, depois de tudo como ele tinha coragem para me chamar isso?

“Tu é que tens a obrigação de ligar, foste tu que saíste de casa para viveres com outra, foste tu que traíste a mãe, foste tu que me disseste que eu e a Filipa não valíamos nada. A culpa é tua e eu posso ser tua filha mas as atitudes que tens não é de um pai.” – sentia as lágrimas pela minha cara, só de me lembrar de tudo.

“Estás a dizer que não sou mais o teu pai? Eu que te dei tudo?”
“Tu deixaste de dar tudo no momento em que saíste de casa. Prometeste que nunca me ia faltar nada, e deixaste dar dinheiro para a minha educação e outras despesas, deixaste de me ligar da noite para o dia. Quase que ficamos sem casa e quase que tive de deixar de estudar, tudo por tua culpa.”

Não ia dar dinheiro a tua mãe, vocês não iam viver as minhas custas!”
“Desiludiste-me muito, pensava que te conhecia, mas foi 18 anos de mentira.” – desliguei o telemóvel e fui limpar as lágrimas, não queria enervar a minha mãe e não queria que ela soubesse o que se tinha passado.

Voltei para o meu lugar tentando parecer o mais normal possível, tentando não mostrar o que realmente sentia, a minha irmã e mãe estavam felizes e não queria que voltassem a ficar em baixo.

Tentei não pensar nisso e quando o voltei a ver a entrar em campo distraiu-me um pouco, centrei o olhar nele e tentei não pensar em mais nada, naquele momento não me importei que era do Sporting e não me importei se me apanhavam a olhar para ele, ele era o único que sem saber fazia me esquecer e só isso importava.

Capitulo 3
A verdade é que o telefonema não me saia da cabeça até nem me apercebi que o Benfica tinha marcado o 3º golo do jogo, só reparei depois ao ver toda a gente a festejar, e de ver os jogadores a abraçarem-se.

Sabia que o resultado estava praticamente definido, ainda havia muito da 2ª parte para se jogar, mas o Benfica estava a gerir bem o jogo e com 2 golos de diferença ainda ia ser mais fácil.

“Não tiras os olhos dele. Estás mesmo apanhada.”
“Não estou nada mãe! Para com isso, apenas o gosto de o ver jogar.”
“Ok, eu paro. Não amues, baba-te à vontade.”

Nem respondi, não queria enervar-me o suficiente e contar do telefonema. A verdade é que não parava de pensar no telefonema e comecei a sentir-me mal, a sentir uma dor inexplicável, uma dor que me consumia de dentro para fora, tinha de a fazer parar, e só pensava numa coisa, em magoar-me, sabia que isso ia fazer desaparecer a dor.

Não devia faltar muito para o jogo acabar e quase que não controlava o que sentia, as lágrimas queriam sair e fiz um esforço imenso para não chorar ali. Agarrei na minha mala e retirei uma pequena lâmina que lá tinha, ela estava na mala escondida, apesar de nunca a ter usado tinha a posto lá sabendo que a ia usar mais cedo ou mais tarde.

Apercebi-me que só magoando talvez não fosse suficiente para parar com a dor, tinha de tomar uma medida mais drástica, eu queria que a dor desaparecesse completamente, queria ser livre e não sofrer mais. Escondi a lâmina no bolso das calças, olhei para a minha mãe.

“Vou a casa de banho.”
Cada passo que dava pesava mais, mas tinha tomado a minha decisão, não aguentava mais. Entrei na casa de banho deserta, toda a gente estava a ver o fim do jogo, ouvia os cânticos, as buzinas e os gritos, retirei a lâmina e encostei-a...

As pessoas estavam a sair do estádio, o jogo deve ter acabado ou está perto disso, dirigi-me ao meu lugar e vi a minha mãe lá, mas não a minha irmã, passei pela minha mãe olhei para ela.

“A Filipa está perto do relvado para ver se consegue a camisola, vai lá ter com ela.”
“Ok. Desculpa.”

A minha mãe não ligou ao meu pedido de desculpas, deve ter pensado que estava a pedir desculpa de ter demorado na casa de banho, mas estava a pedir porque a minha vida ia terminar ali.

“Catarina! O David Luiz vem aí! Despacha-te!”- ouvi a minha irmã gritar e vi-a no meio da pequena multidão que se tinha formado ali.

Aproximei-me e fiquei lado a lado dela, mesmo à frente, passando pelas pessoas, comecei a sentir me tonta mas não liguei, senti a perder as forças lentamente, mas ignorei, sentia-me cada vez mais livre e sem dor.

Vi-o cada vez mais próximo, ele tirou a camisola ficando de tronco nu e estava a ver a quem a ia dar. Estiquei o braço e fiquei ainda mais tonta, ele estava perto de mim, praticamente à minha frente. Tinha os meus olhos presos nele, queria que a cara dele fosse a ultima coisa que a minha mente registasse antes de me apagar e desaparecer.

“Catarina!” – a minha irmã gritou.
Olhei para ela e vi o motivo. A minha camisola estava ensanguentada, já não era bem verde, e o corte no meu pulso era bem visível.

Ouvi as pessoas em choque, sentia cada vez mais tonta e já não via bem as coisas, até os sons começaram a ficar distorcidos. Senti algo a agarrar-me no pulso, com força e consegui ver que era uma mão.

Olhei para ver de quem era a mão e vi que era ele, olhei nos olhos dele e vi desespero, dor, tristeza, naquele momento o olhar dele fez-me lutar, fez-me pedir ajuda, fez-me querer viver por um instante, mas comecei a perder as forças, os meus olhos começaram a fechar e deixei de ver, mas ainda ouvi o que parecia ser a voz dele.

“Ajudem!” – e foi a ultima coisa que ouvi.

Capitulo 4:
Já não me sinto leve nem livre. O que se passa? Que luz é esta? Devo estar no céu. Vejo paredes brancas e tecto branco, deve ser mesmo o céu, ou algo, não sei se mereço ir para o céu, afinal matei-me.

Olhei bem para o que me rodeava e vi que afinal não desfaleci, estou num hospital. Olhei para os meus pulsos e vi-os com tubos e ligados, comecei a chorar imediatamente, devia ter desfalecido, estou viva e devo ficar com umas cicatrizes horríveis para sempre e a dor vai continuar, não quero enfrentar a minha família, desapontei toda a gente ao fazer isto.

“Já vi que já acordou. Está bem? Dói-lhe algo?” – perguntou-me uma enfermeira.
“Estou! E não me dói nada, só quero ficar sozinha.”

“Já que está acordada queria dizer lhe que tem uma visita.”
“Se é a minha família diga que ainda não acordei, não quero vê-las.”

“Não é a sua família, é um jovem, alto e muito engraçado.”
“Não estou a ver quem possa ser. Apenas deixe-me sozinha.” – a enfermeira saiu.

Tentei limpar as lágrimas e senti dor nos meus pulsos. Fiz um esforço para não gritar ou voltar a chorar. Olhei para a janela e o dia até estava bom, sentia dor, não a dos meus pulsos sentia a dor que me fez fazer isto, e agora sabia que esta dor não ia desaparecer, apenas ia piorar com o que fiz.

Ouvi passos e virei-me, olhei para a porta e vi quem tinha acabado de entrar. A última pessoa que vi, a ultima voz que ouvi. À minha frente estava o David Luiz, a ultima pessoa que esperava ver.

“Como está? Como se sente?”
“Bem, não quero ser mal-educada mas não estou com cabeça para falar.”

“Mas você não me parece bem. Parece estar com dores.”
“Mas estou bem, não te preocupes.”

“Não está, e enquanto não estiver bem vou estar sempre preocupado.”
“Eu não mereço que te preocupes comigo, David Luiz.”

“Merece. Eu vim aqui não só para saber como está Catarina, mas porque tenho algo para lhe dar. Tentei dar à sua família mas disseram para lhe dar em pessoa.”

Ele tirou de dentro de um saco a camisola dele. Pensei logo que ele me a estava a dar por pena ou algo assim, mas aceitei a camisola, assim talvez pudesse ficar sozinha mais depressa.

“Eu ia lhe dar a camisola, eu reparei que estava vestida de verde, e ia lhe dar quando vi o seu pulso e peguei nele, tentei fazer algo para parar de sangrar. E esqueci a camisola.”

“Não merecia nada disso. Eu devia ter desfalecido, não valho nada. Estou farta de não sentir nada, toda a gente me abandonou, até Deus, pedi ajuda, pedi força e nada, se Ele se preocupasse tinha evitado que fizesse isto.”

“Não fale assim. Vale algo sim Catarina, é alguém. Deus não a abandonou, se o fizesse não voltaria para a bancada, ficaria na casa de banho a morrer de dores, mas ao voltar teve uma oportunidade de ser salva.”

Naquele momento o que o David Luiz me disse fez todo o sentido, talvez não era suposto eu morrer, talvez eu tinha de fazer isto para ser salva, e ele foi o meu herói, o meu salvador, o meu anjo.

Capitulo 5
Comecei a pensar se isto tudo seria verdade, podia ser apenas um sonho, mas parecia tudo tão real, sentia dor nos meus pulsos ao mínimo movimento, tinha o

David Luiz ao meu lado e a camisola dele em cima das minhas pernas.
“Está a pensar no quê?” – olhei para ele sentado ao lado da minha cama.

“Estava a pensar que isto pode não ser real, talvez seja só um sonho, um pesadelo, mas no estádio foi tão real. Talvez eu morri mesmo.” – senti a beliscarem-me no braço e dei um grito.

“Sonho não é. Desejava que fosse?”
“Sim. Se estivesse morta talvez fosse melhor. Não sei como vou encarar toda a gente agora, mas o pior não é isso, o pior é a dor que sinto.”

“Não diga isso! Dói algo, Catarina? Quer que chame alguém para lhe dar algo?”
“Não é essa dor, esta dor não se cura assim. É uma dor que está sempre dentro de mim, umas vezes adormecida outras não, uma dor que me consome, que me destrói de dentro para fora. E complicado de explicar, o que sinto é indescritível.”

Compreendo e percebo. Nunca vou esquecer esse dia e o que vi.”
“Acredito, o meu sangue, deve ter sido demasiado, não foi? Desculpa David Luiz.”

“Me chame só de David. Não foi só o sangue, nunca vou esquecer o seu olhar, vi dor, desespero, vazio. Mas quando olhou para mim, os seus olhos ganharam vida, pediram ajuda e nunca vou esquecer isso, não a podia deixar morrer, tinha de fazer algo.”

Olhei nos olhos dele e senti me impressionada pelo que ele disse, mas mal porque ele nunca ia esquecer o que aconteceu.

“Desculpa David. Não queria que mais ninguém sofresse por mim, mas por culpa minha tu nunca vais esquecer o que se passou e não queria traumatizar-te. Devia ter morrido, assim não via mais ninguém a sofrer por mim.” – lutei para não voltar a chorar, mas voltei a sentir dor, fechei os olhos e senti uma lágrima a escorrer.

Senti uma mão na minha cara e abri os olhos, sabia que aquela mão só podia ser de uma pessoa.
“Não me toques! Não quero a tua pena, não quero nada! Só preciso de ficar sozinha.” – gritei e desviei a cara dele.

“Não vai ficar sozinha, não vou deixar, não quero que faça o mesmo de novo.”
“E se fizer? A dor é demasiada, não sei se aguento.”
“Aguenta sim. Catarina, porquê? Porque é que se tentou matar?”

“Queres mesmo saber, David? Não sei se consigo contar, dói muito.”
“Não é preciso ser agora, mas se for, estou aqui, prometo.”
“Não prometas algo que não podes cumprir!” – gritei e senti mais lágrimas a cair.
“Mas eu vou cumprir.” – olhei nos olhos dele e algo fez me ver que ele não estava a mentir.

“Eu conto. Tens tempo?”
“Todo o tempo.” – respirei fundo e comecei a contar.
“Isto tudo começou há 2 anos atrás, quando o meu pai decidiu sair de casa, porque tinha uma amante mais nova do que ele quase 20 anos. Nesse dia ele tratou-me a mim e à minha irmã muito mal, disse que nós não valíamos nada para ele. Como é que um pai tem coragem para dizer isto aos filhos?

Mais tarde, pediu desculpa pelo que disse, disse que estava de cabeça quente e disse as coisas sem intenção, perdoei-o mas não completamente, ele magoou-me muito. Prometeu-me que iria dar-me a mim e à minha irmã dinheiro para as despesas que tivéssemos.

Nisto passou-se um tempo, a minha mãe entrou numa grande depressão e mal comia, só chorava, eu não conseguia fazer nada para a animar, a minha irmã também entrou numa depressão por causa do meu pai.

Ela tinha ataques de ansiedade, sentia-se mal e tremia muito, foi ao psiquiatra e ficou medicada.
Eu fui a única menos afectada por esta situação, uns meses mais tarde, tudo piorou. Já não recebíamos dinheiro do meu pai e começamos a ficar mal economicamente e fiquei em risco de ser posta na rua. Com isto tudo, a minha mãe piorou e se não chorava, gritava comigo e com a minha irmã, a única coisa que me preocupava era como iria manter a minha família unida, se esta já estava a desfazer-se….

A minha vida piorou a partir daí, só me apetecia chorar e não conseguia dizer a ninguém da minha turma o que se passava, porque estava na universidade e não confiava totalmente nos meus amigos para lhes contar, muito por os conhecer há tão pouco tempo.

Umas semanas depois, estava mesmo mal, não me conseguia concentrar na universidade e não aguentava estar na sala, ao intervalo saí e fui para casa.

Chorei e chorei, sentia-me vazia, incompleta, por mais que fizesse a minha vida não melhorava, só piorava, já estava farta de lutar para voltar a ser feliz.
Tentei matar-me, mas não o fiz. Deus salvou-me, pedi um sinal para não o fazer e ele deu me. Uma música começou a tocar no meu mp3 que dizia para não desistir e não o fiz, a minha mãe e irmã nunca souberam, se lhes contasse elas ficariam pior.

Mas os telefonemas do meu pai continuaram e ele continua a tratar me mal. E só me lembro de tudo o que se passou quando ele foi-se embora e dói. Ele está semanas sem ligar mas quando liga magoa-me sempre.

E faz-me acreditar que não valho nada, quando ele me diz isso, que não sou ninguém e dói, magoa, telefonou-me ontem e não aguentei, quebrei e cedi, e agora a dor não pára, nunca parou desde aquele dia e agora estou marcada, marcada para sempre.” – os meus olhos eram só lágrimas, mal via, mas senti a mão dele na minha, e vi os olhos dele, em lágrimas a olhar nos meus.

Continua...

PS: A responsabilidade do texto é do próprio autor.

Espaço "fanfic": Fanfic da Adriana (Dri) (alterações a pedido da autora)

Amar a 628 km de distância também é amar.

Prefácio:
“O amor tem duas faces, e eu conheço o suficiente sobre cada uma delas para saber que no tabuleiro do jogo não há espaço para derrotados nem para vencedores. Aprendi a jogar com as artimanhas que tinha e umas vezes ganhei, outras vezes perdi.
Eu já vivi o suficiente para saber que um amor mal interpretado leva ao ódio, ao ódio no seu estado mais puro e aplicável.

Mas sei que quando a relação chega a um fim, certo ou errado, é preferível que esse acabe em paz para poder esquecer esse grande amor pacificamente, porque caso contrário esse fim traga ódio eu sei que jamais irei esquecê-lo porque se o odeio é sinal que ainda me importo, e se me importo é porque ainda o amo demais.
E depois há aqueles amores passageiros, que com um simples piscar de olhos os colocamos no passado do ontem, aqueles que marcaram mas durante um tempo escasso, um tempo que já não volta mais.

E depois há aqueles amores para a vida…
Eu sei, eu sei!
Amores assim não existem, é o que todos dizem, só nas histórias infantis, nos contos de fadas, nos tempos dos nossos bisavós em que para casar não era necessário amar pois aprendiam a fazê-lo com o tempo.

Pois eu arrisco-me a afirmar que amores para a vida existem sim! Como é que eu posso duvidar se já vivi um. Um que marcou tanto, que me cicatrizou tão fundo…
Um que jamais irei esquecer. E ele sabia disso também, pois com ele passava-se o mesmo, ele podia até não o dizer, mas os olhos dele não mentiam… Não podiam! Olhos que amam não mentem.
Agora estou aqui rezando para Ele me dar de novo o olhar dele pousado em mim, o olhar daqueles olhos que nunca me mentiram, mas que tiveram de seguir o seu caminho para cumprir grandes sonhos.”

Eu sou fã do David Luiz, e acho que a maior parte de pessoas que vão ler esta história vão pensar “Ah! Coitadinha! Que tolinha, sonha tão alto!” ou então “Que louca! Completamente obcecada”. Eu respondo aos que estão a pensar desta maneira.

Quem é que nunca sonhou? Quem é que por um único momento não imaginou que tudo era como sempre quis? Quem é que nunca admirou alguém famoso pelo seu trabalho, mas mais do que isso como pessoa? Lamento se nunca o fizeram pois não sabem o que estão a perder…

Eu resolvi escrever esta história porque adoro escrever e acho que esta é uma maneira de partilhar uma coisa que eu tanto adoro fazer, de qualquer modo, cada um é fã á sua maneira e se eu encontrei nesta, outra maneira de o mostrar, então peço desculpa a quem não gostar, mas Deus era Deus e também não agradava a todos…
Eu sei que isto é uma realidade inconquistável mas é como dizem… Sonhar não custa! =D

Atenção: A história é pura ficção qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência.

Espero que gostem!


Personagens principais:
Adriana –
É uma jovem de 17 anos, de Lisboa, adepta ferrenha do Benfica desde que nasceu. É alta, tem cabelo médio castanho-escuro encaracolado, pestanas e olhos castanhos grandes e muito expressivos. Ela é muito cúmplice da sua melhor amiga, Débora e do seu melhor amigo, Rúben Amorim que conhece à 6 anos. Sofre há muito tempo por um amor não correspondido mas isso está prestes a mudar devido à entrada de uma nova pessoa na sua vida.

David Luiz –
É um jovem de 22 anos, do Brasil, jogador do Benfica. É alto, tem cabelo castanho cheio de cachinhos (caracolinhos). É muito cúmplice do seu pai, mãe, irmã, e melhores amigos, Gustavo e Rúben Amorim.

Capítulo 1
Estádio da Luz, Benfica x Sporting
Camarotes:

Elena (mulher de Javi Garcia) – Una victoria más, chicas!
Brenda (mulher de Luisão) – E desta vez contra os lagartos! (sotaque brasileiro)

Romanella (namorada de Saviola) – Cierto! Pero debemos admitir que mi Saviola fue genial!
Débora (melhor amiga de Adriana) – Por acaso eu gostei muito da prestação do David Luiz…

Adriana – Claro Dé! Como é óbvio! (gozando com ela)
Inês (Namorada de Rúben Amorim) – Não sei o que é que vêm nele…

Jogadores aparecem nesse momento, depois de se terem arranjado no balneário, mas é David quem mais sobressai com um cumprimento alegre acompanhado de um sorriso rasgado

David – Oi gente! (sotaque brasileiro)
Dé e Adriana olham-se mutuamente e riem-se discretamente.

Inês – Ok acho que já percebi… (avança para beijar Rúben) Olá amor!
Ruben – Olá… Então alguém me explica o que se passa aqui?

Brenda – Coisa de mulher! (ri olhando para Adriana e Dé)
Luisão – Posso imaginar! (sotaque brasileiro)

Elena – Bueno, yo creo que no! (dá uma gargalhada)
Romanella - Pero vamos a dejar de hablar y ir a comer algo, sí?

E seguem caminho para abandonar a catedral.

Os jogadores caminham atrás e as mulheres, regressando às conversas, á frente.
David – Quem é ela?
Ruben – Quem a loira?

David – Não. A outra! A morena!
Ruben – É a Adriana.

Saviola - Ella hizo algunos trabajos de modelo con mi novia
Javi – Y con mi novia!

Ruben – É a minha melhor amiga… Interessado?
David – Não, nada disso! Mas ela é de facto maior gata, manz!

Luisão – Ou seja… Ele está interessado! (diz rindo-se)
David – Ah! Não vem me zoar não! Só disse que ela era gata… e é verdade!

Saviola – Yo puedo pedir su número a Romanella…
David – Não deixem estar. Discretos como vocês são ainda vão acabar fazendo borrada!

Saviola – Qué?
David – Que, que, que, o quê, rapaz! Você nunca percebe nada do que eu falo!

Saviola - Qué ha dicho? No puedo entender… (ar confuso)
Luisão – Esqueçe baixote! Vamos mas é levar elas para comerem antes que a sua namorada nos mate! (rindo)

Javi - Por supuesto! Qué esperan?

Capitulo 2
Restaurante “Recanto da Bahia”, Lisboa
Todos os jogadores estavam reunidos à mesa com as suas esposas ou namoradas e quem não as tinha fazia-se acompanhar de amigos ou familiares e o serão estava agradável a mais uma comemoração de uma vitória.

Adriana estava sentada do lado das mulheres um lugar deslocado em frente ao do David.
Ela conversava amenamente e sempre muito discreta mas muito sorridente com a mulher de Fábio Coentrão.

Num momento Adriana agarrou no seu cabelo cacheado e puxou-o para o lado direito da nuca deixando o seu lado esquerdo descoberto apenas com algumas mechas de cabelo, e deixando assim à mostra os seus ombros e colo do peito evidenciados pelo seu top cai-cai.
Aquela rapariga não passava despercebida a nenhum rapaz que entrasse no restaurante, não era só pela sua beleza, era o seu carisma e mais do que isso o seu sorriso que iluminava uma sala inteira.

David não parara de admirar Adriana desde que a vira nos camarotes e agora cada vez mais agarrava o olhar nela.
Ruben – Ei puto!
David – Que foi fraquinho?

Ruben – Não dês tanto nas vistas…
David – Ah?

Ruben – Não te faças de desentendido já vi que estás sempre a olhar para ela…
David – Ela parece simpática…

Ruben – Porque é que não vais lá e tiras as dúvidas se ela é ou não simpática?
David – Achas?

Inês – Desculpem intrometer-me mas…
David – Já intrometeu né!
Inês – Desculpa está? Só ia dizer que a Adriana por acaso é uma grande fã tua! Isso facilitava as coisas! Mas desculpa-me está?

Aquilo saiu-lhe um pouco mais alto que o esperado e metade da mesa pode ouvir, inclusive Adriana que se engasgou perante tamanho inesperado.

David ficou constrangido e Adriana também, por isso durante o resto do jantar apenas se entreolharam quando tinham a certeza que o outro não via e que mais ninguém via.
Era chegada a hora do pagode.

Todos dançavam, os brasileiros mandavam vir e os outros tentavam desenrascar-se o melhor que podiam.

Adriana estava encostada no vão da porta da esplanada fazendo tempo para se ir embora o mais depressa possível sem que parece-se mal.

David – Oi!
Adriana sentiu um calor subir-lhe às bochechas e ela sabia que tinha de controlar-se antes que ficasse vermelha de tanta vergonha.
Adriana pensava “Adriana acalma-te! É só o David Luiz! Só! SÓ?? Ó MEU DEUS! É O DAVID LUIZ!”

Adriana – Olá!
David – Você me pareceu constrangida… Aquilo ali dentro foi um bocadinho esquisito…

Adriana – Pois lá isso tenho de admitir que foi…
David – Deixa pra lá, há coisas bem piores do que ser minha fã…Acho!

Adriana – Claro que sim, meia equipa do Benfica ficar a sabê-lo…
David – Não liga para eles não. Eles são mesmo assim. Tão sempre sacaneando as pessoas.

Adriana – Eu sei… Mas foi uma vergonha…
David – É assim tão mau ser minha fã?

Adriana – Não… Mas é mau tu saberes… Agora não me vais levar a sério!
David – Deixa de bobagem! Eu te levo a sério!

Adriana – A sério?
David – A sério! Muito mesmo! Eu acho você maior alto astral! Está sempre sorrindo e contando piadas…

Adriana – Obrigada… Acho!
David – Obrigado mesmo! Era um elogio! Me desculpa mas eu não sou bom nessas coisas de elogios.

Adriana – Não tem mal… Se ajuda, eu também não!
David – Parece que já é alguma coisa em comum…

Adriana – Parece que sim… (o breve sorriso volta a desvanecer-se)
David – Tira essa carinha… Não tem mal nenhum não. Bota de novo aquele sorriso. Vamos esquecer que você é minha fã e começar tudo de novo. Oi meu nome é David Luiz! (diz esticando a mão)

Adriana – Olá, o meu nome é Adriana!
David – Me fala sobre você! Eu quero te conhecer melhor…

Adriana – Então eu sou lisboeta e nos tempos livres faço alguns trabalhos de modelo. Sonho em formar carreira na área das artes performativas. O meu melhor amigo é o Ruben Amorim, conheci-o há seis anos porque os nossos pais são amigos. Adoro sol e praia. Quero no mínimo 4 filhos porque adoro crianças e sou adepta ferrenha do Benfica desde que nasci. (sorri)

David – E não vai querer saber nada de mim?
Adriana – Eu sei tudo sobre ti… (sorriu meio envergonhada revirando os olhos como sinal do óbvio) Ou quase tudo…

David – Então finge que não sabe! Aí eu te conto… (sorriso rasgado)
Adriana - Tudo bem!

David – Aceita mais uma bebida?
Adriana – Porque não?

David – Já volto!
David sai durante segundos e Adriana, já sozinha, pensa que ainda está num sonho e não está a conhecer o seu ídolo. Agora tudo aquilo que ela já admirava nele enquanto profissional e pessoa tinha duplicado e ela começava a admirá-lo cada vez mais.


Capítulo 3:
Os dois estavam sentados na explanada, enquanto a noite já ia longa a conversa prosseguia animadamente.

David – Então você tem medo de cachorro?
Adriana – Não é de cachorros… É de cães… Cães á seria! Com dentes! Que mordem!

David – Muito bom! Posso imaginar você fugindo de um… (ri-se)
Adriana – Muito engraçado! (ironicamente)

David – Me perdoa mas é que eu não imaginava uma mulher como você com medo de cachorro…
Adriana – Mulher eu? Eu só tenho 17 anos, fiz a semana passada…

David – Jura! Você é nova pra caramba!
Adriana – Literalmente eu ainda sou uma miudinha…

David – Não imaginava que você fosse uma garotinha, quem olha para você não diz isso não…
Adriana – Todos me dizem isso…

David – Pudera né?
Adriana – Bem a conversa está muito boa mas eu tenho de ir andando… (levantando-se e aproximando-se da porta da esplanada)

David – Já? Não pode ficar mais um pouco?
Adriana – Não vai dar mesmo… (entra no restaurante seguida de David)

David – Tudo bem! Foi agradável falar com você…
Adriana – Tenho de concordar…

David – Muito desiludida depois de me ver para além das revistas e jornais?
Adriana – Nem por isso… Por acaso fiquei com muito melhor impressão…

David – Que bom! (minutos de silêncio constrangedor)
Adriana – Bem então eu vou andando…

David – Sim… Gostei de conhecer você (dá-lhe um beijo no rosto)
Adriana – Eu também… Até uma próxima!
David – Até uma próxima!

Adriana afastava-se dele, agarrou na sua mala, despediu-se de todos e seguiu o seu caminho para casa juntamente com a sua melhor amiga. Seria uma longa noite de conversa…

Casa:
Adriana acaba de vestir o pijama e senta-se na cama

Débora – Então como é que foi?
Adriana – Normal… Ele é uma pessoa normal como qualquer outra…

Débora – Sim tirando que é o David Luiz e que é super giro. É normalíssimo!
Adriana – Oh! Sabes que mais do que tudo o admirava como pessoa nunca fui fã do género de perseguição… Acho que nem se pode chamar de fã… Gostava dele como jogador e pessoa. Só isso!

Débora – E agora? Depois de o conheceres…
Adriana – Não é muito diferente…

Débora – Sim claro! Engana-me que eu gosto!
Adriana – A sério!

Débora – E aquele tempo todo lá fora falaram sobre quê?
Adriana – Conhecemo-nos melhor…

Débora – Combinaram encontrar-se?
Adriana – Achas? Claro que não! Conheci um famoso e agora? A vida segue!

Débora – Sim mas admite lá que ele não é mil vezes melhor que o outro coiso de quem gostas…
Adriana – Ai não tem comparação! O outro é o outro! O David é um jogador do meu querido clube! Ponto final!

Débora – Sim sim… Eu vou fingir que acredito que isto não te abalou nem um bocadinho… E que não preferias estar a chamar “meu querido David” ao invés de “meu querido clube”… (ri-se)
Adriana – Ai olha vai mas é dormir e sonhar para outro lado!

Débora – Sim sim! É mesmo isso que vou fazer… Olha não te esqueças que amanhã combinámos aquele joguinho de volei com as meninas no estádio…
Adriana – Sim eu sei… Mas se calhar vou chegar um bocadinho atrasada…

Débora – Como sempre…
Adriana – Até parece! Dorme ó estronça! (atira-lhe com a almofada e riem-se)

Minutos depois já Débora dormia mas Adriana permanecia acordada pensando em tudo o que se tinha passado na semana anterior…

Penso no seu amor de 3 anos não correspondido e em ter conhecido o David Luiz, ao fim de tantos jogos na luz e tantos convívios com os jogadores e as mulheres.

Porquê só agora? Bem tudo tem o seu tempo e acontece por uma razão. Talvez aquilo tudo também tivesse a sua…

Mais tranquila, também Adriana se entregou nos braços dos sonhos até aos primeiros raios de sol da manhã seguinte…


Continua...

PS: A responsabilidade do texto é do próprio autor.